20100217

feixe de névoa

De que nada serve este ser nem tanto. Desacato. É de improvável, é de pupilas ardidas e mãos molhadas. Deslize de migalhas, muralhas, murro em ponta de chave. Para chegar ao motim dos notívagos irreconhecidos pelo desdém. É por isso. E do desastre, que não se pede por muito. Nem por nada que aborreça o descuido. Mero impasse, mero me enlace, com fitas laranjas do gosto da fruta, por mais amarga que queira ser. Por mais doce, suave, ou salgado suor. O pesadelo das horas intermináveis que não se decidem, não concordam, e não exalam odor algum, para que se percam sem que as achem. As perderam num dia desses. Chovia, e o cheiro vinha do alto. Seria possível tal deslize? Os sonhos, os olhares, os desvios, os navios. Aqueles, sem rota. Mera imprevisão. As gotas d'água sempre escorregam pelos poros até o chão. Como a certeza que se tinha: sem vestígios.

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